<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[fotosblogue.com] jmgs : <![CDATA[Recordar o passado]]></title>		<link>http://jmgs.fotosblogue.com</link>		<description><![CDATA[Recordar o passado]]></description>		<language>pt</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 01:05:33 +0200</pubDate>		<item>			<title><![CDATA[9 de Abril de 1942]]></title>			<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><span style=
"text-decoration: underline;">Nasceu:
Adriano Correia de
Oliveira</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Adriano Correia de Oliveira (Avintes, 9 de Abril de 1942
&mdash; Avintes, 16 de Outubro de 1982), foi um músico
português e um dos mais importantes intérpretes do
fado de Coimbra. Fez parte da geração de compositores
e cantores de cariz político, que foram usadas para lutar
contra o Estado Novo e que ficou conhecida como música de
intervenção.</p>
<p style="text-align: justify;">
<em><span style=
"text-decoration: underline;">História</span></em></p>
<p style="text-align: justify;">
Adriano Maria Correia Gomes de Oliveira nasceu em Avintes, em 9 de
Abril de 1942, no seio de uma família tradicionalista
católica. Tirou o curso do liceu no Porto. Em Avintes
iniciou-se no teatro amador e foi co-fundador da União
Académica de Avintes. Em 1959 rumou a Coimbra, onde estudou
Direito, tendo sido repúblico na Real Repúbica
Ras-Teparta. Foi solista no Orfeon Académico de
Coimbra  e fez parte do Grupo Universitário de
Danças e Cantares e do Círculo de
Iniciação Teatral da Académica de Coimbra.
Tocou guitarra no Conjunto Ligeiro da Tuna Académica. No ano
seguinte editou o primeiro EP acompanhado por António
Portugal e Rui Pato. Em 1963 saiu o primeiro disco de vinil "Fados
de Coimbra" que continha Trova do vento que passa, essa balada
fundamental da sua carreira, com poema de Manuel Alegre, em
consequência da sua resistência ao regime Salazarista,
e que as suas movimentações levaram a gravar, foi o
hino do movimento estudantil.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Além disso Adriano Correia de Oliveira tornou-se
militante do PCP no início da década de 60. Em 1962,
participou nas greves académicas e concorreu às
eleições da Associação
Académica, através da lista do Movimento de Unidade
Democrática (MUD).</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Em
1967 gravou o vinil "Adriano Correia de Oliveira" que entre outras
canções tem Canção com
lágrimas.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Quando lhe faltava uma cadeira para terminar o Curso de
Direito, Adriano trocou Coimbra por Lisboa e trabalhou no Gabinete
de Imprensa da Feira Industrial de Lisboa (FIL) e foi produtor da
Editora Orfeu. Em 1969 editou "O Canto e as Armas" tendo todas as
canções poesia de Manuel Alegre. Nesse mesmo ano
ganhou o Prémio Pozal Domingues. No ano seguinte sai o disco
de vinil "Cantaremos" e em 1971 "Gente d'Aqui e de Agora", que
marca o primeiro arranjo, como maestro, de José
Calvário, que tinha vinte anos. José Niza foi o
principal compositor neste disco que precedeu um silêncio de
quatro anos. É que Adriano recusou-se a enviar os textos
à Censura.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Em
1975 lançou "Que Nunca Mais", com direcção
musical de Fausto e textos de Manuel da Fonseca. Este vinil levou a
revista inglesa Music Week a elegê-lo como "Artista do
Ano".</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Fundou a Cooperativa Cantabril e publicou o seu
último álbum, "Cantigas Portuguesas", em 1980. No ano
seguinte, numa altura em que a sua saúde já se
encontrava degradada rompeu com a direcção da
Cantabril e ingressou na Cooperativa Era Nova. Em 1982, com
quarenta anos, num sábado, dia 16 de Outubro, morreu em
Avintes, nos braços da mãe, vitimado por uma
hemorragia esofágica.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style=
"text-decoration: underline;">Álbuns</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style=
"text-decoration: underline;"><em>1969</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">O
canto e as armas
E de súbito um sino
Raiz
E a carne se fez verbo
E o bosque se fez barco
Peregrinação
A batalha de Alcácer-Quibir
Regresso
Canção da fronteira
Por aquele caminho
Canto da nossa tristeza
Trova do vento que passa n.º 2
As mãos
Post-scriptum</p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style=
"text-decoration: underline;">1970</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Cantaremos
Cantar de emigração
Saudade pedra e espada
Fala do homem nascido
O Sol p'rguntou à Lua
Canção para o meu amor não se perder no
mercado da concorrência
Lágrima de preta
Canção com lágrimas
Cantar para um pastor
Como hei-de amar serenamente
Sapateia
A noite dos poetas</p>
<p style="text-align: justify;"><span style=
"text-decoration: underline;"><em>1971</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Gente de aqui e de agora
Emigração
E alegre se fez triste
O senhor morgado
Cana verde
A vila de Alvito
Canção tão simples
Cantiga de amigo
Para Rosalia
Roseira brava
História do quadrilheiro Manuel Domingos
Louzeiro</p>
<p style="text-align: justify;"><span style=
"text-decoration: underline;"><em>1975</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Que
nunca mais
Tejo que levas as águas
O senhor gerente
As balas
No vale escuro
Tu e eu meu amor
Recado a Helena
Dona Abastança
Cantiga de Montemaior
P'ra a frente</p>
]]></description>			<link>http://jmgs.fotosblogue.com/31375/9-de-Abril-de-1942/</link>			<comments>http://jmgs.fotosblogue.com/9-de-Abril-de-1942-09042008-005936-lp-31375.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://jmgs.fotosblogue.com/31375/9-de-Abril-de-1942/</guid>			<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 00:59:36 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[8 de abril de 1320]]></title>			<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><span style=
"text-decoration: underline;">Nasceu:
D. Pedro I</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">D.
Pedro I (Coimbra, 8 de Abril de 1320 - Estremoz, 18 de Janeiro de
1367) foi o oitavo Rei de Portugal. Mereceu os cognomes de O
Justiceiro (também O Cruel, O Cru ou O Vingativo), pela
energia posta em vingar o assassínio de Inês de
Castro, ou de O-Até-ao-Fim-do-Mundo-Apaixonado, pela
afeição que dedicou àquela dama galega. Era
filho do rei Afonso IV e sua mulher, a princesa Beatriz de
Castela.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Pedro I sucedeu a seu pai em 1357.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Pedro é conhecido pela sua relação
com Inês de Castro, a aia galega da sua mulher
Constança, que influenciou fortemente a política
interna de Portugal no reinado de Afonso IV. Inês acabou
assassinada por ordens do rei em 1355, mas isso não trouxe
Pedro de volta à influência paterna. Bem antes pelo
contrário, entre 1355 e a sua ascensão à
coroa, Pedro revoltou-se contra o pai pelo menos duas vezes e nunca
lhe perdoou o assassinato de Inês. Uma vez coroado rei, em
1357, Pedro anunciou o casamento com Inês, realizado em
segredo antes da sua morte, e a sua intenção de a ver
lembrada como Rainha de Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Este
facto baseia-se apenas na palavra do Rei, uma vez que não
existem registos de tal união. Dois dos assassinos de
Inês foram capturados e executados (Pêro Coelho e
Álvaro Gonçalves) com uma brutalidade tal (a um foi
arrancado o coração pelo peito, e a outro pelas
costas), que lhe valeram os epítetos
supramencionados.</p>
<p style="text-align: justify;">
Conta também a
tradição que Pedro teria feito desenterrar o corpo da
amada, coroando-o como Rainha de Portugal, e obrigando os nobres a
procederem à cerimónia do beija-mão real ao
cadáver, sob pena de morte. De seguida, ordenou a
execução de dois túmulos (verdadeiras
obras-primas da escultura gótica em Portugal), os quais
foram colocados nas naves laterais do mosteiro de Alcobaça
para que, no dia do Juízo Final, os eternos amantes,
então ressuscitados, de imediato se vejam...</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Como
rei, Pedro revelou-se um bom administrador, corajoso na defesa do
país contra a influência papal (foi ele que promulgou
o famoso Beneplácito Régio, que impedia a livre
circulação de documentos eclesiásticos no
País sem a sua autorização expressa), e justo
na defesa das camadas menos favorecidas da população.
Na política externa, Pedro participou ao lado de
Aragão na invasão de Castela.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">D.
Pedro reinou durante dez anos, conseguindo ser extremamente
popular, ao ponto de dizerem as gentes «que taaes dez annos
nunca ouve em Purtugal como estes que reinara elRei Dom
Pedro».</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Jaz
no Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça.
 
<em><span style=
"text-decoration: underline;">Descendência</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style=
"text-decoration: underline;"> </span></em></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Segundo casamento: Constança
Manuel, princesa de Castela (1320-1349)
Luís de Portugal (1340)</p>
<p style="text-align: justify;">Maria, princesa de Portugal
(1342-1367), casada com Fernando, príncipe de
Aragão</p>
<p style="text-align: justify;">Fernando, rei de Portugal
(1345-1383)</p>
<p style="text-align: justify;">Terceiro casamento (?): Inês
de Castro (1320 - assassinada em 1355)</p>
<p style="text-align: justify;">Afonso de Portugal (morto em
criança)</p>
<p style="text-align: justify;">Beatriz, princesa de
Portugal (1347-1381)</p>
<p style="text-align: justify;">João, príncipe
de Portugal (1349-1387)</p>
<p style="text-align: justify;">Dinis, infante de Portugal
(1354-1397)</p>
<p style="text-align: justify;">Teresa
Lourenço</p>
<p style="text-align: justify;">João I, rei de
Portugal (1357-1433)</p>

Primeiro casamento: Branca, princesa de Castela
(repudiada)


]]></description>			<link>http://jmgs.fotosblogue.com/31374/8-de-abril-de-1320/</link>			<comments>http://jmgs.fotosblogue.com/8-de-abril-de-1320-09042008-005214-lp-31374.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://jmgs.fotosblogue.com/31374/8-de-abril-de-1320/</guid>			<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 00:52:14 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[7 de Abril de 1893]]></title>			<description><![CDATA[<p><em><span style="text-decoration: underline;">Nasceu: Almada Negreiros</span></em></p>
<p style="text-align: justify;">José Sobral de Almada Negreiros (Trindade, S.
Tomé, 7 de Abril de 1893 &mdash; Lisboa, 15 de Junho de
1970) foi um artista multidisciplinar, pintor, escritor, poeta,
ensaísta, dramaturgo e romancista português ligado ao
grupo modernista.
Também foi um dos principais colaboradores da Revista
Orpheu.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style=
"text-decoration: underline;"><em>Vida</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Era
filho de António Lobo de Almada Negreiros, um tenente de
cavalaria que foi administrador do Concelho de São
Tomé, jornalista e fundador de diversos jornais. Uma parte
da sua infância foi passada em São Tomé e
Príncipe, terra natal da sua mãe, Elvira
Sobral.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Depois da morte da sua mãe, em 1896, veio viver
para Portugal; nesta altura, em 1900, o seu pai é nomeado
encarregado do Pavilhão das Colónias na
Exposição Universal de Paris, deixando os filhos
José e António, ao cuidado dos jesuítas no
Colégio de Campolide.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Em
1911, após a extinção do Colégio de
Campolide dos Jesuítas, José entra para a Escola
Internacional de Lisboa, após uma breve passagem pelo Liceu
de Coimbra. Nesta escola, consegue um espaço, onde
irá desenvolver o seu trabalho, publicando ainda nesse ano,
o seu primeiro desenho na revista A Sátira e publica o
jornal manuscrito A Paródia, onde é o único
redactor e ilustrador.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Em
1913 apresenta na Escola Internacional de Lisboa, a sua primeira
exposição individual composta de 90 desenhos; aqui
trava conhecimento com Fernando Pessoa, com quem edita a Revista
Orpheu juntamente com Mário de Sá
Carneiro.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Júlio Dantas, médico, poeta, jornalista e
dramaturgo, é a maior figura da intelectualidade da
época e afirma que a revista é feita por gente sem
juízo. Irónico, mordaz, provocador mesmo, Almada
responde com o Manifesto Anti-Dantas, onde escreve:
&ldquo;...uma geração que consente deixar-se
representar por um Dantas é uma geração que
nunca o foi. É um coio d'indigentes, d'indignos
e de cegos, e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a
geração! Morra o Dantas, morra!
Pim!&rdquo;</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">O
manifesto teve algum impacto no meio artístico; é
tempo de mudar as mentalidades e a sociedade e Almada fá-lo
como poucos, atacando a cultura burguesa instituída e os
seus representantes ao mais alto nível.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Escreve a novela A Engomadeira, em 1917</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Em
1919 vai viver para Paris, onde exerce diversas actividades e
escreve a Histoire du Portugal par coeur. Em Paris, fica apenas
cerca de um ano e quando regressa, vai colaborar com António
Ferro, tendo inclusivamente desenhado a capa do livro deste, Arte
de Bem Morrer.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Em
1927 volta a deixar Portugal, indo desta vez para Espanha, onde
para além de colaborar com diversas revistas, Almada escreve
El Uno, Tragédia de la Unidad, obra dedicada à
pintora Sarah Afonso, com quem viria a casar em 1934, já
após o seu regresso a Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Em
Portugal já vigora o Estado Novo e Almada, nacionalista
convicto, começa a ser solicitado para colaborar com as
grandes obras do estado. O Secretariado da Propaganda Nacional
&ndash; SPN, encomenda-lhe o cartaz de apelo ao voto na nova
constituição; o mesmo secretariado, irá
organizar mais tarde a exposição Almada &ndash;
Trinta Anos de Desenho, convidando-o para se apresentar na
exposição Artistas Portugueses no Rio de Janeiro em
1942.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">O
SPN viria ainda a atribuir a Almada Negreiros o Prémio
Columbano pela sua tela intitulada Mulher.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">A
partir daqui, Almada dedica-se principalmente ao desenho e à
pintura: Pinta os vitrais da Igreja de Nossa Senhora de
Fátima, que o público, agarrado às
tradições, não aprecia; pinta o conhecido
retrato de Fernando Pessoa, os painéis das gares
marítimas de Alcântara e da Rocha Conde de
Óbidos, pelas quais recebe o Prémio Domingos
Sequeira; pinta o Edifício da Águas Livres e frescos
na Escola Patrício Prazeres; pinta as fachadas dos
edifícios da Cidade Universitária e faz
tapeçarias para o Tribunal de Contas e para o Palácio
da Justiça de Aveiro, entre muitos outros.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Tendo colaborado tanto com o Estado Novo, o que a muita
gente causou estranheza, Almada, não deixaria de
escrever:</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">&ldquo;As construções do Estado
multiplicam-se, porém, as paredes estão nuas como os
seus muros, como um livro aberto sem nenhuma história para o
povo ver e fixar&rdquo;.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Em
1954 Almada pinta o célebre retrato de Fernando
Pessoa.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Os
seus últimos trabalhos, já com 75 anos, são o
Painel Começar na Fundação Calouste Gulbenkian
e os frescos da Faculdade de Ciências da Universidade de
Coimbra.</p>
<p style="text-align: justify;">Almada Negreiros, morre em 14 de Junho de 1970, de falha
cardíaca, no mesmo quarto do Hospital de São
Luís dos Franceses, onde também tinha morrido
Fernando Pessoa.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">
<span style=
"text-decoration: underline;"><em>Obras</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style=
"text-decoration: underline;"><em>1915</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">- A
Cena do Ódio (poesia)
- A Engomadeira (novela)
- O Sonho da Rosa (bailado, realização)
- Manifesto Anti-Dantas e Por Extenso</p>
<p style="text-align: justify;"><span style=
"text-decoration: underline;"><em>1916</em></span></p>
<p style="text-align: justify;">
- Exposição Amadeo de
Souza Cardoso - Liga Naval de Lisboa"</p>
<p style="text-align: justify;"><span style=
"text-decoration: underline;"><em>1917</em></span></p>
<p style="text-align: justify;">
- Ultimatum às
Gerações Futuristas Portuguesas do Século XX
(conferência, publicada na Portugal Futurista)
- K4, O Quadrado Azul (novela)</p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style=
"text-decoration: underline;">1918</span></em>
</p>
<p style="text-align: justify;">- O
Jardim da Pierrette (bailado)</p>
<p style="text-align: justify;"><span style=
"text-decoration: underline;"><em>1919</em></span></p>
<p style="text-align: justify;">-
Histoire du Portugal par Coeur</p>
<p style="text-align: justify;"><span style=
"text-decoration: underline;"><em>1921</em></span>
</p>
<p style="text-align: justify;">- A
Invenção do Corpo (conferência)
- A Invenção do Dia Claro</p>
<p style="text-align: justify;"><span style=
"text-decoration: underline;"><em>1924</em></span>
</p>
<p style="text-align: justify;">-
Pierrot e Arlequim (teatro)</p>
<p style="text-align: justify;"><span style=
"text-decoration: underline;"><em>1925</em></span>
</p>
<p style="text-align: justify;">-
Nome de Guerra (romance), só editado em
1938</p>
<p style="text-align: justify;"><span style=
"text-decoration: underline;"><em>1926</em></span></p>
<p style="text-align: justify;">- A
Questão dos Painéis (ensaio)</p>



]]></description>			<link>http://jmgs.fotosblogue.com/31274/7-de-Abril-de-1893/</link>			<comments>http://jmgs.fotosblogue.com/7-de-Abril-de-1893-07042008-202138-lp-31274.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://jmgs.fotosblogue.com/31274/7-de-Abril-de-1893/</guid>			<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 20:21:38 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[6 de Abril de 1199]]></title>			<description><![CDATA[<p><em><span style="text-decoration: underline;">Faleceu: Ricardo I de Inglaterra "Coração de Leão"</span></em></p>
<p style="text-align: justify;">Ricardo I (8 de Setembro, 1157 - 6 de Abril, 1199) foi
Duque da Aquitânia (1168-1199), Conde de Anjou, Duque da
Normandia e Rei de Inglaterra (1189-1199). Ricardo é
também conhecido por vários cognomes, entre eles
Coração de Leão (Coeur de Lion, Lionheart), Oc
et No (sim e não em provençal) e Melek-Ric
(Rei-Ric[ardo]) pelos muçulmanos do Oriente Médio,
que usavam a sua figura para ameaçar as crianças que
se portavam mal. Ricardo foi um dos líderes da Terceira
Cruzada e foi na sua época considerado como um
herói.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="text-decoration: underline;">Primeiros
anos</span></em></p>
<p style="text-align: justify;">
Ricardo era o terceiro filho de Henrique II de Inglaterra e Leonor
da Aquitânia, depois de Guilherme, Conde de Poitiers, que
morreu criança, e Henrique o Jovem. Foi educado
essencialmente pela mãe e quando Leonor decidiu separar-se
de Henrique II e ir viver em Poitiers no fim da década de
1170, Ricardo acompanhou-a. Enquanto príncipe recebeu uma
excelente educação, mas sobretudo voltada para a
cultura francesa. Ricardo nunca aprendeu a falar inglês e
pouca ou nenhuma importância deu a Inglaterra durante a sua
vida. Essa "negligência" beneficiou seu irmão
João, que posteriormente, quando de sua ausência, na
terceira cruzada, tenta-lhe ursurpar o poder. João
também é o responsável pela Magna
Carta.</p>
<p style="text-align: justify;"> 
Em 1168 tornou-se Duque da Aquitânia em
conjunção com Leonor, no âmbito da
política de Henrique II em dividir os seus
territórios pelos filhos. A medida não obteve os
objetivos esperados porque, em 1173, Leonor e Ricardo foram os
responsáveis por uma revolta generalizada contra Henrique II
que partiu da Aquitânia. O rei controlou os motins no ano
seguinte, perdoando a Ricardo e Herique o Jovem, mas encarcerando
Leonor. Talvez por isso e pelo humilhante pedido desculpas a que
foi obrigado, Ricardo nunca se reconciliou totalmente com o pai.
Após este episódio, Ricardo teve que lidar ele
próprio com diversas revoltas da nobreza da Aquitânia
que desejavam vê-lo substituído por um dos
irmãos, e que suprimiu com violência.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Com
a morte de Henrique o Jovem em 1183, Ricardo torna-se no inesperado
sucessor do trono inglês e do Ducado da Normandia. Em 1188,
com a relação dos dois que continuava péssima,
Henrique II considerou que Ricardo não merecia mais a
Aquitânia e tentou entregar este ducado a João Sem
Terra, o seu filho mais novo. Ricardo, por sua vez, não
gostou de se ver preterido pelo o irmão e preparou-se para
defender o seu território, pedindo ajuda a Filipe II de
França. Juntos, responderam à invasão das
tropas de Henrique II, que acabou por morrer pouco depois de ter
sido derrotado numa batalha em 1189.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style=
"text-decoration: underline;"><em>Rei e
Cruzado</em></span>
 
Ricardo tornou-se então rei da Inglaterra, duque da
Normandia e conde de Anjou, sucedendo ao pai que detestava, sendo
coroado a 3 de Setembro, na Abadia de Westminster. Livre para
perseguir os seus próprios interesses, Ricardo não
permaneceu muito tempo na Inglaterra. Imediatamente após a
subida ao trono, começou a preparar a
expedição à Terra Santa que seria a Terceira
Cruzada. Para tal, não hesitou em esvaziar o tesouro do pai,
cobrar novos impostos, vender títulos e cargos por somas
exorbitantes a quem os quisesse pagar e até libertar o rei
Guilherme I da Escócia dos seus votos de vassalagem por
cerca de 10,000 marcos. O único entrave era a ameaça
constante que Filipe II de França representava para os seus
territórios no continente, e que Ricardo resolveu
convencendo-o a juntar-se também à
cruzada.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">A
primeira paragem dos cruzados foi na Sicília em 1190, onde
Ricardo e Filipe se imiscuíram na política local,
saqueando algumas cidades de caminho. É nesta altura e por
este motivo que Ricardo compra a inimizade do Sacro Império
e nomeia o sobrinho Artur I, Duque da Bretanha como seu
herdeiro.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Em
1191, Ricardo e o seu exército desembarcam em Chipre devido
a uma tempestade. A presença de tantos homens foi
considerada uma ameaça pelo líder bizantino da ilha,
e em breve os conflitos apareceram. A resposta de Ricardo foi
violenta: não só se recusou a partir, como massacrou
os habitantes das cidades que lhe resistiram, espalhando a
destruição na ilha. Depois do cerco de Cantaras,
Isaac Comemnos abdicou e Ricardo tornou-se no dono de Chipre. Foi
também neste ano que casou com a princesa Berengária
de Navarra, numa união a que nunca ligou e que não
produziu descendência.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Em
Junho de 1191, Ricardo chega à Terra Santa a tempo de
aliviar o cerco de Acre imposto por Saladino. Estava já sem
aliados, depois de uma série de desavenças com Filipe
e o duque Leopoldo V da Áustria. A sua campanha foi um
sucesso e granjeou-lhe o estatuto de herói, bem como o
respeito dos adversários, mas sozinho com o seu
exército não poderia nunca realizar o seu principal
objectivo de recuperar Jerusalém para o controle
cristão. Além disso, a influência de
João na política em Inglaterra e de Filipe II,
demasiado próximo agora da Aquitânia e Normandia,
obrigavam um urgente regresso à Europa. No Outono de 1192,
Ricardo iniciou o caminho de volta, depois de se recusar em ver
sequer de longe Jerusalém.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Na
viagem de regresso, Ricardo reencontrou Leopoldo da Áustria,
que não lhe havia perdoado os insultos recebidos em Chipre,
foi feito prisioneiro e mais tarde entregue ao imperador Henrique
VI do Sacro Império. O seu cativeiro em Dürnstein, na
Áustria, não foi severo e durante os quatorze meses
em que foi mantido prisioneiro (dezembro de 1192 a 4 de fevereiro
de 1194) Ricardo continuou a ter acesso aos privilégios que
a sua condição de rei determinava. O seu resgate
custou 150 000 marcos ao tesouro de Inglaterra, soma equivalente ao
dobro da renda anual da coroa, o que colocou o país na
absoluta bancarrota e obrigou a muitos impostos adicionais nos anos
seguintes. Como prova de agradecimento a Deus pela sua
libertação, Ricardo arrependeu-se publicamente dos
seus pecados e foi coroado uma segunda vez. Apesar do
esforço do país para o libertar, Ricardo abandonou a
Inglaterra de novo ainda no mesmo ano de 1194 para lidar com os
problemas fronteiriços com a França nos
territórios do continente. Desta vez para não mais
regressar.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Ricardo morreu como consequência de ferimentos
provocados por uma seta que o atingiu no abdómen em Abril de
1199. O próprio facto de ter sido atingido naquela zona do
corpo é revelador da sua personalidade. Se tivesse usado uma
armadura nesse dia, não teria morrido. O seu corpo
está sepultado na Abadia de Fontevraud, junto de Henrique II
de Inglaterra e de Leonor da Aquitânia.</p>
]]></description>			<link>http://jmgs.fotosblogue.com/31273/6-de-Abril-de-1199/</link>			<comments>http://jmgs.fotosblogue.com/6-de-Abril-de-1199-07042008-201337-lp-31273.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://jmgs.fotosblogue.com/31273/6-de-Abril-de-1199/</guid>			<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 20:13:37 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[5 de Abril de 1588]]></title>			<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><span style=
"text-decoration: underline;">Nasceu:
Thomas Hobbes</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Thomas Hobbes (Malmesbury, 5 de abril de 1588 &ndash;
Hardwick Hall, 4 de dezembro de 1679) foi um matemático,
teórico político, e filósofo inglês,
autor de Leviatã (1651) e Do cidadão
(1651).</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Na
obra Leviatã, explanou os seus pontos de vista sobre a
natureza humana e sobre a necessidade de governos e sociedades. No
estado natural, enquanto que alguns homens possam ser mais fortes
ou mais inteligentes do que outros, nenhum se ergue tão
acima dos demais por forma a estar além do medo de que outro
homem lhe possa fazer mal. Por isso, cada um de nós tem
direito a tudo, e uma vez que todas as coisas são escassas,
existe uma constante guerra de todos contra todos (Bellum omnia
omnes). No entanto, os homens têm um desejo, que é
também em interesse próprio, de acabar com a guerra,
e por isso formam sociedades entrando num contrato
social.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">De
acordo com Hobbes, tal sociedade necessita de uma autoridade
à qual todos os membros dessa sociedade devem render o
suficiente da sua liberdade natural, por forma a que a autoridade
possa assegurar a paz interna e a defesa comum. Este soberano, quer
seja um monarca ou uma assembléia (que pode até mesmo
ser composta de todos, caso em que seria uma democracia), deveria
ser o Leviatã, uma autoridade inquestionável. A
teoria política do Leviatã mantém no essencial
as idéias de suas duas obras anteriores, Os elementos da lei
e Do cidadão (em que tratou a questão das
relações entre Igreja e Estado).</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Thomas Hobbes defendia a idéia segundo a qual os
homens só podem viver em paz se concordarem em submeter-se a
um poder absoluto e centralizado. Para ele, a Igreja cristã
e o Estado cristão formavam um mesmo corpo,
encabeçado pelo monarca, que teria o direito de interpretar
as Escrituras, decidir questões religiosas e presidir o
culto. Neste sentido, critica a livre-interpretação
da Bíblia na Reforma Protestante por, de certa forma,
enfraquecer o monarca.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Sua
filosofia política foi analisada pelo estudioso Richard Tuck
como uma resposta para os problemas que o método cartesiano
introduziu para a filosofia moral. Hobbes argumenta, assim como os
céticos e como René Descartes, que não podemos
conhecer nada sobre o mundo exterior a partir das impressões
sensoriais que temos dele. Esta filosofia é vista como uma
tentativa para embasar uma teoria coerente de uma
formação social puramente no fato das
impressões por si, a partir da tese de que as
impressões sensoriais são suficientes para o homem
agir em sentido de preservar sua própria vida, e construir
toda sua filosofia política a partir desse
imperativo.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Tuck
dá peso considerável à segunda parte do
Leviatã, que lida com espinhosas questões de
religião, e especificamente da autoridade em assuntos da
fé. Interpretando o livro de Hobbes no contexto da Guerra
Civil Inglesa e perído subsequente, Tuck argumenta que o
Leviatã destinava-se a permitir ao monarca exercer
autoridade sobre assuntos de fé e doutrina, e que isso marca
o apoio de Hobbes à política religiosa da
república inglesa do pós-guerra.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Hobbes ainda escreveu muitos outros livros falando sobre
filosofia política e outros assuntos, oferecendo uma
descrição da natureza humana como
cooperação em interesse próprio. Ele foi
contemporâneo de Descartes e escreveu uma das respostas para
a obra Meditações sobre filosofia primeira, deste
último.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style=
"text-decoration: underline;"><em>Biografia</em></span>

 Thomas Hobbes
nasceu em Malmesbury, em 5 de abril de 1588. Seu pai, o
vigário de Charlton Wiltshire e Westport, foi forçado
a deixar a cidade, abandonando seus três filhos aos cuidados
de Francis, o irmão mais velho. Hobbes foi educado na igreja
de Westport desde os quatro anos, passando para a escola de
Malmesbury e então para uma escola privada mantida por um
jovem homem chamado Robert Latimer, um graduando da Universidade de
Oxford. Hobbes era um bom pupilo e por volta de 1603 foi mandado
para Oxford, entrando na Magdalen Hall. O diretor de Magdalen era o
agressivo Puritano John Wilkinson, que tinha uma significativa
influência sobre Hobbes.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Na
universidade, Hobbes parece ter traçado seu próprio
currículo, pois era "pouco atraído pelo aprendizado
escolástico". Ele não se formou antes de 1608, mas
foi recomendado por Wilkinson como tutor de William, o filho de
William Cavendish, conde de Devonshire, barão de Hardwick,
começando uma ligação prolongada com aquela
família. Hobbes se tornou um companheiro para o jovem
William e ambos tomaram parte em uma grande viagem em 1610. Ele foi
apresentado à metodologia científica européia
continental e a sua crítica durante a viagem. Métodos
que contrastavam com a filosofia escolástica que ele
aprendera em Oxford. Seus esforços escolares até
então restringiam-se ao cuidadoso estudo de autores
clássicos gregos e latinos, a virada se deu, em 1628, a
partir da grande tradução de Tucídides. Hobbes
interpretou que o escrito deste autor, História da Guerra do
Peloponesso, demonstrava que um governo democrático
não poderia sobreviver à guerra e isso não era
aceitável. Embora ele se associasse com figuras da
literatura como Ben Jonson e também com pensadores como
Francis Bacon, não se dedicou a escrever sobre filosofia
até 1629 - quando, segundo seu biógrafo John Aubrey,
que lhe dedicou uma de suas Brief Lives, abriu os Elementos de
Geometria de Euclides a esmo, viu o teorema de Pitágoras,
exclamou: "By God, this is impossible!", mas, lendo a
demonstração do mesmo e remontando de teorema em
teorema até o início da obra, "apaixonou-se pela
geometria". Seu empregador Cavendish, então conde de
Devonshire, morrera de peste bubônica em Junho do ano
anterior. A condessa viúva demitiu Hobbes, mas ele logo
encontrou trabalho, de novo como tutor, desta vez para o filho de
Sir Gervase Clifton. Esta tarefa, desempenhada em Paris, terminou
em 1631 quando ele voltou a trabalhar com a família
Cavendish, como tutor do filho de seu prévio pupilo. Pelos
próximos sete anos, enquanto trabalhava como tutor, ele
expandiu seu conhecimento de filosofia. Graças à
descoberta de Euclides, seguida do diálogo com alguns dos
mais importantes pensadores continentais, com quem conviveu, deixou
a perspectiva humanista de comentador ou tradutor dos
clássicos e procurou construir uma filosofia "more
geometrico", isto é, pelo modo geométrico, com a
maior solidez conceitual possível (ver Miriam Reik, The
golden lands of Thomas Hobbes). Visitou Florença em 1636,
visitando Galileu, preso por ordem da Igreja, e depois foi
presença constante nos grupos filosóficos de Paris
junto com Marin Mersenne. De 1637 em diante ele passou a se auto
considerar como filósofo. A convite de amigos comuns,
escreveu as Terceiras Objeções às
Meditações Metafísicas de Descartes, com quem,
na verdade, parece ter-se encontrado apenas uma vez. Nelas,
argumenta que não entende por que "penso, logo existo" e
não "ando, logo existo", demonstrando - ao ver de Descartes,
que se irritou com ele - um desconhecimento completo do movimento
essencial cartesiano, pelo qual a pessoa, ao passar pela
dúvida hiperbólica, conquista uma única
certeza, a de que ela existe enquanto ser que duvida (e portanto
pensa), isto é, como coisa pensante ou "res
cogitans".</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Concebe então um projeto de pesquisa, pelo qual
vai estudar primeiro os corpos, domínio da física (o
que o levará mais tarde a seu livro De corpore), depois um
corpo específico, o humano, domínio do que
chamaríamos hoje psicologia (De homine será o
resultado tardio dessa etapa) e finalmente um homem em particular,
o cidadão. O problema é que, enquanto se prepara para
esse longo trajeto, explode a guerra civil inglesa. Carlos I, que
desde 1629 reinava sem convocar parlamentos, se vê sem
recursos para enfrentar seus súditos rebeldes da
Escócia, presbiterianos revoltados contra as tentativas
monárquicas de lhes impor uma organização
episcopal e um livro de preces anglicano, e é forçado
a convocar um Parlamento, único poder com autoridade para
votar impostos. Este se recusa, uma vez reunido, a votar ajuda ao
rei antes de atendidas suas queixas; Carlos I dissolve o Curto
Parlamento, que terá durado apenas poucas semanas, mas
daí a alguns meses é obrigado a reunir outro, que
será conhecido como o Longo Parlamento, porque, entre idas e
vindas, somente será definitivamente dissolvido em 1660.
Hobbes, receoso dos parlamentares que processam e mandam até
executar defensores do despotismo régio, como o conde de
Stafford, dirá mais tarde, em sua autobiografia em versos
latinos, que foi "de todos o primeiro a fugir", seguindo para a
França antes mesmo que os dois lados tomem em armas. Isso o
leva, afirma no começo do De cive (Do cidadão), a
fazer que o que devia vir no fim (o estudo da política)
venha no começo, e saia antes dos dois outros tratados.
Exilado na França, é preceptor do príncipe de
Gales, o futuro Carlos II, mas, dois anos depois de Oliver Cromwell
vencer a guerra civil e executar Carlos I (em 31 de janeiro de
1649), Hobbes publica em Paris o Leviatã. Embora defenda um
poder forte, que alguns chamam de absoluto e os comentadores mais
recentes pretendem designar simplesmente de soberano, afirma que o
poder não provém de Deus e sim de um contrato dos
cidadãos, e que é feito para o bem e a
proteção da vida dos súditos. Mais que isso,
na "Revisão e Conclusão" do livro, Hobbes afirma com
clareza que, se um governante assegura a paz, pouco importa como
ele adquiriu o poder: deve ser obedecido. Essa tese indigna os
monarquistas exilados. Na futura autobiografia em latim, Hobbes
dirá que se lembrou da sorte que tiveram dois
emissários da jovem República inglesa, assassinados
um em Paris e outro na Holanda, e decide voltar para casa, onde se
submete a Cromwell e vive tranquilamente até a
restauração da dinastia Stuart, em 1660.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Quatro dias depois da volta de Carlos II - diz Aubrey nas
Brief Lives - o rei, passeando de carruagem pelo Strand, em
Londres, vê seu antigo professor e o chama. Convida-o a
frequentar a corte, onde se diverte açulando seus
cortesãos contra "o urso", como carinhosamente chama o
ex-mestre, em quem reconhece uma língua ágil e uma
inteligência rápida. Mas não admite que Hobbes
volte a publicar sobre política. Como registra C. B.
Macpherson na introdução a sua edição
do Leviathan (Penguin, 1968), Hobbes precisa reeditar sua principal
obra na Holanda - ou pelo menos dizendo que era na Holanda - e
não será autorizado a publicar o Behemoth, seu
diálogo em que trata da guerra civil. Curiosamente para um
autor que nos cap. XXX e XLVI do Leviatã defendia o poder
dos soberanos para censurar o que deve ou não ser divulgado,
Hobbes também edita esse livro. Ainda publicará, nos
seus últimos anos de vida, um Diálogo entre um
filósofo e um jurista, traduzido em português pela
editora Landy, de S. Paulo, no qual procura refutar as teses
principais da common law que ele, como defensor da soberania,
não podia aceitar.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Falece em 1679. Dois anos depois de sua morte, relata
Kenyon em The Stuart Constitution, a Universidade de Oxford manda
queimar sua obra como subversiva - porque ele fora contrário
ao direito divino dos reis, a tese fundamental dos monarquistas da
época, sobretudo nesse período, em que o rei Carlos
II, não tendo sucessor legítimo com sua esposa a
rainha Catarina, sabe que vai deixar o trono para o irmão
católico romano, o futuro Jaime II de Inglaterra. Assim,
é curioso que um autor que desde o seu próprio tempo
é visto como favorável ao absolutismo régio
tenha a obra perseguida justamente por defender teses como a do
contrato social fundando tanto a sociedade quanto o Estado, do
direito de cada súdito a lutar pela própria vida
até mesmo contra o soberano e do direito de um governante a
seu ofício baseado, não em ser ele vigário de
Deus na Terra, mas no benefício que proporciona aos
cidadãos: afinal, Hobbes termina o cap. XIII do
Leviatã, uma das passagens mais importantes de toda a sua
obra, dizendo que "as paixões que conduzem os homens
à paz são o medo da morte, o desejo das coisas que
são necessárias para uma vida confortável e a
esperança de, por sua indústria [no sentido de
trabalho, diligência, operosidade] obtê-las. E a
razão sugere artigos de paz adequados com base nos quais os
homens possam ser levados a um acordo." Essa passagem, como tantas
outras, é muito racional para admitir uma
interpretação favorável ao direito divino dos
reis.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style=
"text-decoration: underline;"><em>Obras de Hobbes traduzidas em
português</em></span></p>
<p style="text-align: justify;">1) Leviatã. Sua obra
mais conhecida. Traduzida por João Paulo Gomes Monteiro e
Maria Beatriz Nizza da Silva, em 1974, para a coleção
Pensadores, da editora Abril. É importante notar que a
primeira edição em francês do mesmo livro saiu
somente pela mesma época!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">2) Do Cidadão. A
versão mais conceitual de sua filosofia política.
Traduzida por Renato Janine Ribeiro para a ed. Martins
Fontes.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">3) Da Natureza Humana.
Traduzida por João Aloisio Lopes, estudioso de Hobbes
falecido prematuramente.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">4) Behemoth ou o Longo
Parlamento. Traduzido por Eunice Ostrensky, com
prefácio, notas e revisão de Renato Janine Ribeiro.
Editora da UFMG.</p>
]]></description>			<link>http://jmgs.fotosblogue.com/31272/5-de-Abril-de-1588/</link>			<comments>http://jmgs.fotosblogue.com/5-de-Abril-de-1588-07042008-200218-lp-31272.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://jmgs.fotosblogue.com/31272/5-de-Abril-de-1588/</guid>			<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 20:02:18 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>