<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[bloguepessoal.com] saf : <![CDATA[A vida de uma Adolescente]]></title>		<link>http://saf.bloguepessoal.com</link>		<description><![CDATA[A vida de uma Adolescente]]></description>		<language>pt</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 18:17:32 +0200</pubDate>		<item>			<title><![CDATA[De mãos dadas]]></title>			<description><![CDATA[<p>Um dia, quando eu tinha uns seis ou sete anos,
estava a brincar com os meus amigos no recreio da escola. As
brincadeiras de sempre, as brincadeiras de crianças... Uma
colega de outra turma veio ter connosco e perguntou:</p>
<p>- Posso brincar com vocês?</p>
<p>Um colega meu respondeu muito
prontamente:</p>
<p>- Não! <strong>Tu és
preta</strong>!</p>
<p>E continuou a brincar, como se tivesse afastado
uma mosca ou um insecto insignificante. Eu, naquele momento,
só conseguia <strong>pôr-me no lugar dela</strong> e
pensar no que ela deveria estar a sentir. Senti-me como se fosse
ela, senti que tinha sido eu a ser afastada. <strong>Os olhos dela
estavam colados ao chão</strong>, como se não nos
quisessem encarar, talvez por vergonha, talvez por
tristeza.</p>
<p>Tive pena dela, por estar a ser posta de lado,
mas tive ainda mais <strong>pena dele, por ser tão
ignorante.</strong></p>
<p>Só sei que não pensei em mais nada.
Dei-lhe a mão e disse:</p>
<p>- Vamos brincar para outro lado.</p>
<p><strong>Ela sorriu</strong>, como se eu lhe
estivesse a fazer um favor. Duas amigas minhas seguiram-nos e
estivemos a brincar durante todo o intervalo juntas.
Brincámos naquele dia, no dia seguinte, e no seguinte e no
seguinte... e em muitos outros dias.</p>
<p>Num desses dias, esse colega magoou-se e
<strong>ela foi a primeira a ir
ajudá-lo</strong>.</p>
<p>Ele percebeu que tinha sido parvo e ficou muito
tocado com o gesto dela. <strong>Pediu-lhe desculpa</strong>. Ele
percebeu que <strong>ela era boa pessoa e que isso é que
importava, não a cor da pele</strong>. E pode-se dizer que
ficaram amigos, a partir desse dia.</p>
<p>Lembro-me muito deste
episódio...</p>
<p>As crianças são maldosas, mas elas
«absorvem» tudo o que acontece à sua volta.
<strong>Se os pais forem racistas, elas também
são</strong>. E assim é gerado um ciclo vicioso em
que, verdade seja dita, não interessa realmente se é
<strong>preto, branco ou amarelo</strong>. Interessa a
sensação de superioridade e o prazer de se espezinhar
e humilhar alguém. <strong>A
hipocrisia</strong> é levada a extremos, bem como a falsa
sensação de termos tudo sob controlo.</p>
<p>Hoje em dia, <strong>o racismo ainda
existe</strong>. Sob muitas formas, sob muitos preconceitos.
Há racismo <strong>por causa da cor, da religião, da
opção sexual</strong>... <strong>Há muitas
causas</strong>, há muitas consequências. A
História da Humanidade está cercada de conflitos e de
guerras que tiveram origem no racismo. Mas <strong>está nas
nossas mãos alterar o final da
história...</strong></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"><strong>Nunca devemos
desprezar quem está ao nosso lado.</strong></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
]]></description>			<link>http://saf.bloguepessoal.com/44391/De-maos-dadas/</link>			<comments>http://saf.bloguepessoal.com/De-m-os-dadas-18042008-200408-lp-44391.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://saf.bloguepessoal.com/44391/De-maos-dadas/</guid>			<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 20:04:08 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Saudade em forma de poema]]></title>			<description><![CDATA[<p>Estamos a dar <strong>poesia</strong>, na
disciplina de <strong>Língua Portuguesa</strong>. Os meus
poetas preferidos são: Fernando Pessoa, Florbela Espanca,
Pablo Neruda, Manuel Alegre e Carlos Drummond de
Andrade.</p>
<p>Hoje a professora de
português pediu-nos para <strong>escrevermos um
poema</strong>... Eu aí fiquei sem saber muito bem o que
fazer. Sou daquelas pessoas que não se atreve a escrever
poesia; gosto muito mais de a <strong>ler</strong>. Para escrever,
gosto mais de <strong>prosa</strong>...</p>
<p>Mas lá tive de escrever o
<strong>poema</strong>...</p>
<p>Não está nada de especial, nem vem
acrescentar nada ao que já foi escrito, mas <strong>veio do
meu coração</strong> e por isso, penso que poderei
partilhá-lo convosco:</p>
<p> </p>
<p><em>A Saudade</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Saudade é a maldade do
coração,</em></p>
<p><em>que nos rouba o passado</em></p>
<p><em>sem dó, sem coragem, sem
compreensão,</em></p>
<p><em>e por nós não é
pensado.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>A Saudade é o nevoeiro da
alma,</em></p>
<p><em>é o esquecimento da
expressão</em></p>
<p><em>que nos acompanha a memória
calma</em></p>
<p><em>de uma vida que passou com
brusquidão.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>A Saudade é uma maneira de
lembrar</em></p>
<p><em>em forma de
aliteração,</em></p>
<p><em>é uma maneira de falar</em></p>
<p><em>com lágrimas em
vão.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Saudade é voar</em></p>
<p><em>nas mágoas de ontem.</em></p>
<p><em>É articular palavras</em></p>
<p><em>sem que os dias contem.</em></p>
<p> </p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Saudade é,</em></p>
<p><em>para quem não se
lembre,</em></p>
<p><em>um pedaço de Para
Sempre.</em></p>
]]></description>			<link>http://saf.bloguepessoal.com/44108/Saudade-em-forma-de-poema/</link>			<comments>http://saf.bloguepessoal.com/Saudade-em-forma-de-poema-17042008-191946-lp-44108.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://saf.bloguepessoal.com/44108/Saudade-em-forma-de-poema/</guid>			<pubDate>Thu, 17 Apr 2008 19:19:46 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[O que é a felicidade?]]></title>			<description><![CDATA[<p align="justify">Hoje em dia,
<strong>ninguém</strong>, ou quase ninguém
<strong>diz que é feliz</strong>.</p>
<p align="justify">Estamos demasiado
"<strong>absorvidos</strong>" nos nossos problemas e não
conseguimos ver pequeninas coisas bonitas que nos
rodeiam.</p>
<p align="justify"><strong>Há, realmente,
muitas coisas más</strong>: a guerra, a fome, as
doenças e as nossas
insatisfações... </p>
<p align="justify">Mas a felicidade é criada
passo a passo. <strong>A felicidade não tem
pressa</strong>. Nós é que estamos sempre muito
apressados...</p>
<p align="justify">Por isso, lanço um
desafio:</p>
<p align="justify">SEMPRE QUE TIVERMOS UM PROBLEMA,
VAMOS TENTAR RESOLVÊ-LO, SEM PENSARMOS EM TODOS OS OUTROS QUE
TAMBÉM TEMOS. E VAMOS PENSAR MAIS VEZES NAS COISAS BOAS
QUE NOS FORAM DADAS.</p>
<p align="justify">Eu acho que <strong>tudo tem uma
razão de ser</strong>. <strong>As coisas que nos
acontecem</strong> (tanto as más como as boas)
<strong>não podem ser apenas uma consequência
aleatória do nosso planeta</strong>. Baseiam-se nas nossa
decisões e, quem sabe, no nosso destino.</p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify"><strong>Tudo nos ensina qualquer
coisa</strong>.</p>
<p align="justify">Mesmo as coisas que, num
determinado momento da nossa vida, nos magoaram, mais tarde, quando
pensamos nelas, percebemos que serviram para nos darem alguma
lição que, de uma maneira ou de outra <strong>vai
contribuir para a nossa felicidade</strong>. Porque ninguém
tem uma história de vida igual. Os percursos de vida
são sempre diferentes e <strong>a felicidade tem formas
diferentes de aparecer na vida de uma pessoa</strong>.</p>
<p align="justify">Eu acho que a felicidade
são <strong>momentos bonitos</strong>, que nos são
oferecidos, porque os <strong>merecemos</strong>... Penso que nunca
ninguém é totalmente feliz. Há sempre qualquer
coisa que se quer ter ou que se quer fazer e que "impede" a nossa
felicidade. <strong>Mas são esses objectivos que nos fazem
viver.</strong></p>
<p align="justify">O modo como o mundo de hoje
está não nos permite ver as coisas bonitas. Isso tem
de ser alterado. <strong>E começa por cada um de
nós</strong>.</p>
<p align="justify">Porque a vida tem de ser vivida
ao máximo. <strong>Temos de começar a
«ver» o mundo e não apenas a
«olhá-lo».</strong></p>
<p align="justify">Temos de viver a vida. Sem
«ses» e sem grandes arrependimentos.</p>
<p align="justify"><strong>Porque a felicidade
é um direito, mas também é um
dever.</strong></p>
]]></description>			<link>http://saf.bloguepessoal.com/30197/O-que-e-a-felicidade/</link>			<comments>http://saf.bloguepessoal.com/O-que-e-a-felicidade--20022008-171230-lp-30197.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://saf.bloguepessoal.com/30197/O-que-e-a-felicidade/</guid>			<pubDate>Wed, 20 Feb 2008 17:12:30 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Viver a Vida - mais e melhor]]></title>			<description><![CDATA[<p> </p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">A vida é a
consequência da <strong>entrada e saída</strong> de
pessoas na nossa vida. Cada vez me convenço mais
disso.</p>
<p align="justify">Podemos controlar o
<strong>destino</strong>? Acho que podemos controlar o nosso
caminho, mas há coisas que acontecem... <strong>simplesmente
acontecem</strong>, sem que tenhamos qualquer poder, sem que
possamos fazer qualquer escolha.</p>
<p align="justify">Acho que a coisa mais importante
que podemos fazer é sermos nós mesmos, porque, hoje
em dia, caímos no hábito/erro de ser
<strong>«normais»</strong> (apesar de ainda não
ter percebido muito bem quais são os melhores contextos para
usar esta palavra pequena e confusa). <strong>Nós somos o
que somos</strong>. Ponto final. Acabou. É só isto. E
isso é que torna a nossa imperfeição
tão bela. Não precisamos de ser o que toda a gente
é. Por isso é que somos tão diferentes uns dos
outros.</p>
<p align="justify">Eu acho que <strong>perdemos
muito tempo</strong>. A vida é sempre um ponto de
interrogação. E eu estou sempre a tentar encontrar
todas as respostas, mas tenho vindo a perceber
que encontrá-las é muito difícil (quase
impossível). Eu, tal como muitas outras pessoas, vivo muito
o futuro e esqueço-me um pouco de viver o presente. E neste
ciclo, perdem-se algumas coisas importantes. <strong>Não sei
o dia de amanhã</strong>. Não sei o que vai
acontecer. Por isso, há que aproveitar cada dia. Mas eu
esqueço-me disso. Às vezes, parece que tudo o que
temos é eterno, mas não é assim.
<strong>É tudo tão
efémero</strong>...</p>
]]></description>			<link>http://saf.bloguepessoal.com/22203/Viver-a-Vida-mais-e-melhor/</link>			<comments>http://saf.bloguepessoal.com/Viver-a-Vida---mais-e-melhor-13012008-222137-lp-22203.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://saf.bloguepessoal.com/22203/Viver-a-Vida-mais-e-melhor/</guid>			<pubDate>Sun, 13 Jan 2008 22:21:37 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Desejos]]></title>			<description><![CDATA[<p align="justify">Todos nós temos os nossos
<strong>desejos</strong>, os nossos <strong>sonhos</strong>,
<strong>ambições</strong>... nem que sejam aqueles
completamente secretos, que nem a nós próprios temos
a "coragem" de sussurrar. Temos aqueles a <strong>curto, a
médio e a longo prazo</strong>...</p>
<p align="justify">Hoje em dia, as pessoas querem
tudo <strong>imediatamente</strong>, como se os nossos desejos
fossem algo que se <strong>compra</strong>... mas não, os
desejos <strong>constroem-se</strong>. E construindo-se, demora
muito mais tempo, mas penso que quando obtemos aquilo que
queremos, isso traz-nos mais <strong>orgulho</strong> em
nós mesmos.</p>
<p align="justify">Mas há aquelas alturas em
que parece que nos <strong>esquecemos de quem realmente
somos</strong>. Provavelmente porque vivemos numa sociedade que nos
<strong>diz o que devemos ser e não o que somos na
realidade</strong>. Por isso, algumas pessoas projectam desejos
"<strong>falsos</strong>". Talvez por se pensar que é aquilo
que se quer, mas, pensando-se profundamente, <strong>percebe-se que
era aquilo que os outros queriam de nós</strong>. Mas eu
percebo. Aliás, todos nós percebemos, porque todos
nós vivemos um pouco... como é que hei-de dizer?...
parece que <strong>vivemos "sob pressão" para sermos
«alguém».</strong> E, às vezes, esse
«alguém» <strong>não corresponde ao que
nós somos</strong>. Não sei se estou a ser um pouco
<strong>confusa</strong> ou não, mas estou a exprimir aquilo
que sinto sobre isto... E os nossos sentimentos também
costumam ser um grande "<strong>labirinto</strong>"... ou talvez
sejam confusos porque não convém que sejam
exprimidos, de vez em quando... porque estamos habituados a ser
"delicados".</p>
<p align="justify">Talvez algumas pessoas mais
velhas pensem que isto que eu penso é um
<strong>disparate</strong>... <strong>Mas eu ainda estou à
procura de muitas respostas para as minhas perguntas</strong>...
Espero encontrá-las.</p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 30px"> </p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 30px" align="center">
<em>"Todos tentam realizar algo grandioso, sem
reparar que a vida se compõe de coisas
pequenas."</em></p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 30px" align="right">
<strong>Frank
Clark</strong></p>
<p style="margin-left: 30px; margin-right: 30px" align="right">
 </p>
]]></description>			<link>http://saf.bloguepessoal.com/16009/Desejos/</link>			<comments>http://saf.bloguepessoal.com/Desejos-05122007-181845-lp-16009.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://saf.bloguepessoal.com/16009/Desejos/</guid>			<pubDate>Wed, 05 Dec 2007 18:18:45 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>